Produtos e Desejos de Consumo Inseridos em Seriados

Você já notou algum súbito desejo de usar ou comprar algum objeto durante ou depois de assistir algum seriado? Desejo de se maquiar, de comprar uma bolsa nova, um sapato, ligar para um delivery e pedir algo para comer, assim, do nada?

Bem, não é do nada. A inserção de produtos e marcas em material de "puro entretenimento" é uma nova forma de fazer dinheiro e patrocinar séries de TV e filmes. Isso porque quando o espectador está imerso em uma narrativa, distraído, é mais facilmente atingido, consciente e inconscientemente. E é claro, marcas estampadas em filmes e séries ganham maior visibilidade e prestígio, criando um vínculo com os personagens.

Mas voltando aos súbitos desejos consumistas, eu notei uma vontade irresistível de pintar minhas unhas com esmaltes bem coloridos e de comprar um celular com teclado horizontal (pra facilitar os SMS) assistindo Pretty Litte Liars, e o impulso de comprar um Iphone assistindo Gossip Girl. Também pensei em fazer do vinho um companheiro diário acompanhando Cougar Town. Passei a usar mais os meus tênis All Star depois de ver que Chuck, Bella e Elena (Chuck, Crepúsculo e Vampire Diaries) os usam numa boa. E por aí vai...

Unhas sempre coloridas em Pretty Little Liars.

Chuck e seu inseparável All Star.

Mas continuando... Você já deve ter notado algumas inserções sutis (ou não), como essas:

The Forgotten, 2004.
Um ranking organizado pelo Brandchannel (mede a inserção
de marcas em filmes líderes de bilheteria nos Estados Unidos), aponta a
Apple como campeã. A inocente maçãzinha está em 10 dos 33 filmes que
 alcançaram os primeiros lugares nos cinemas norte-americanas em 2010.

O Ultimato Bourne, 2007.
Volkswagen discretamente inserida em uma perseguição. 

Bing. Mecanismos de busca são bastante utilizados.
Bing e Google são os mais inseridos.

Canon inserida em plano aéreo de Nova Iorque,
em cena de Batman, O Cavaleiro das Trevas, 2008.

Repare como sempre há um outdoor ou placa de alguma marca nas cenas aéreas sobre uma cidade, os closes nas fabricantes de automóveis quando o carro do mocinho está estacionando, as logos de refrigerantes e computadores “despretensiosamente” no segundo plano da cena.

Nos seriados a inserção de produtos está cada vez mais frequente. Confira algumas:

Subway em Chuck.

Target em Modern Family.

Nike em The Vampire Diaries.

Windows em Gossip Girl.

Red Bull em Suburgatory.

Hyundai em The Walking Dead.


Subway em Cougar Town.

Nikon em CSI Las Vegas.

Nem a fofa Once Upon a Time escapou.
Discretamente, inseriram produtos da Marvel.

Esse vídeo mostra as inserções percebidas em The Big Bang Theory!



Esse outro, a inserção nada discreta de Subway em Hawaii Five 0:


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Vivendo no exterior - E morrendo de vontade de ir embora.

Quem acompanha meu blog sabe que não costumo postar coisas pessoais. Mas dessa vez será por uma boa causa. Começarei do começo.

No final de 2011 eu e meu primo fizemos um contrato com a EF (Education First), uma escola internacional de idiomas que possui suas próprias escolas ao redor do mundo. O escritório de Vitória (ES) está localizado na Praia do Canto, na região do Triângulo.

OS CURSOS

Vim para a EF NY para fazer um curso de Mídia e Arte, que, na teoria, envolveria coisas como comunicação, publicidade, arte e cinema. Como sou formada em Publicidade, achei que seria interessante. O curso era mais caro que o curso simples de inglês, mas como seria bom para mim (e pro meu currículo), minha mãe fez o sacrifício de pagar mais e me dar uma oportunidade única.

O curso de Mídia e Arte é extremamente FRACO. Aliás, de mídia e arte não tem nada. Os professores são despreparados e a escola não possui nenhum recurso. Na primeira aula de fotografia, a professora disse a um aluno que ele teria que comprar uma câmera para as aulas. A EF não possui nenhum equipamento ou sala para aulas de vídeo ou fotografia. Nem mesmo uma câmera ou refletor. O curso é totalmente inútil. Meus calouros na faculdade dariam aulas com mais conteúdo. Fui informada de que teríamos aulas de teatro, ouvi vários alunos reportando a mesma bagatela vendida pela EF em outros países. Aulas de culinária, atuação, cinema, marketing, arte. Tudo o que recebemos aqui foram desculpas. Reclamações são inúteis. Chegamos em Janeiro e o problema continua.

Palestras sobre assuntos triviais, aulas de Ipad e ilab (exercícios online) são usadas para tapar os buracos na grade curricular. Em vez de professores e aulas de verdade, com conteúdo, os alunos desperdiçam horas e horas semanais fazendo literalmente nada.


LOCALIZAÇÃO

Fui informada de que a escola era apenas alguns minutos da estação de trem, e depois disso em menos de meia hora eu estaria em Manhattan. A EF NY fica em Tarrytown, uma vila BEM distante de Manhattan. O campus está localizado no topo de um morro, e depois de descê-lo, o que leva aproximadamente 10 minutos, os alunos têm que seguir para a estação de trem por mais pelo menos 5 minutos. O trem leva no mínimo 45 minutos para chegar em Manhattan. Gastando pelo menos duas horas e 18 dólares para ir e voltar da Big Apple, é extremamente difícil estar em Manhattan frequentemente. Então, NÃO, isso aqui não é NYC, é uma vila deserta no meio do nada.

Tempo para chegar em Manhattan saindo de Tarrytown.

A real distância entre Tarrytown e Manhattan.

INSTALAÇÕES

Quando cheguei aqui entendi porque o material da EF só mostra fotos de alunos felizes sentados na grama do campus. Por que eles não mostram as instalações? A resposta é simples: Por que são péssimas. Quartos com paredes lascadas, pixações de antigos alunos e móveis velhos. O argumento de venda deles fica no emocional: Venha aprender um idioma enquanto se diverte com seus amigos e conhece a cidade! O que você não sabe é que vai comer mal, vai ter problemas com a água e o aquecedor, vai viver em um ambiente sujo e conviver com pessoas extremamente mal-educadas que fazem o que bem entendem sem que a escola tome nenhuma atitude.

Essa é a EF que eles vendem.

Onde estão as fotos das instalações?

Esse é o motivo pelo qual eles se empenham tanto em mostrar pessoas
e cidades para nos vender seus programas de "estudo".

Pias na lavanderia do 2º andar. Além de sujas, não funcionam.

Banheiro

O cuidado com a limpeza é mínimo. Esse é o estado das lâmpadas.

Água suja nas pias. Detalhe que também bebemos dessa água.

Escadas quebradas.

Resquícios de vômito. Está lá no carpete há 3 dias.

Sofás nas salas de estar: Sujos e rasgados.

Lavanderia. Roupas abandonadas ficam por lá durante semanas.

Teias de aranha por toda a parte.

Falta de água e a situação crítica nos banheiros.

Parte dos problemas que temos aqui é por conta da má educação e vandalismo dos próprios alunos, seja uma tentativa de demonstrar indignação com a escola ou pura babaquice mesmo. Porém, cabe à escola manter nosso ambiente limpo e punir os responsáveis por tais ações. Afinal, por que tantas câmeras nos dormitórios? O que vemos é um total descaso com a qualidade de nossa estadia aqui.


A ESCOLA LAVA AS MÃOS

Recentemente eu e meu namorado nos deparamos com uma "brincadeira" um tanto racista na porta do quarto e outra em que um bilhete xenófobo foi deixado debaixo da porta. Encaminhamos o problema (e as evidências) à direção da escola para que as câmeras fossem checadas e os responsáveis punidos. Passamos inclusive o horário para que não tivessem muito trabalho procurando nas gravações. O resultado? Nenhum. Não "encontraram nada". Aí eu te pergunto... Se você manda sua filha para um lugar desse e ela é estuprada dentro do próprio quarto, não se poderá fazer nada também, né? Porque ao meu ver, as câmeras não servem para nada e a segurança obviamente é nula. Ninguém sabe, ninguém viu.

Outro desleixo com a segurança e a saúde dos alunos é a falta de uma enfermaria ou um médico de plantão dentro da escola. Se nos sentimos mal, ou nos arrastamos para Manhattan para procurar um hospital, ou pedimos alguém para chamar uma ambulância.

A política das "Quiet Hours" (horário em que deve-se fazer silêncio no campus) não tem nada de quiet. Os alunos fazem festas nos quartos e correm pelos corredores, batem em portas no meio da noite e correm; alunos põem música alta e tocam instrumentos; fumam e fazem barulho perto da janelas dos quartos. É uma zona. Mas nessas horas não vemos os seguranças. Estes só aparecem quando estamos tentando conversar ou usar o Skype nos corredores às dez da noite.

ALIMENTAÇÃO

Essa foi minha maior decepção com a EF NY. Além dos mesmos pratos todas as semanas, a qualidade da comida é mínima. Sucos e refrigerantes com adição de água, ovos feitos de pó, leite e café adulterados, e nem quero imaginar o que eles fazem com as carnes. A comida não é fresca, sem falar no gosto medonho. Comenta-se que o fornecedor da comida da EF NY é o mesmo de uma prisão nas proximidades. O irônico é que os presos não pagam nada e nós pagamos uma fortuna para comer essa porcaria. Tenho dores de estômago e de cabeça frequentemente. Meu namorado teve uma intoxicação alimentar e foi parar no hospital por duas vezes. E eles ainda têm a cara de pau de dizer que a comida da EF NY é saudável.

E se você pensa em comprar sua própria comida saudável de verdade, pode esquecer. Somos proibidos de ter frigobar em nosso quarto. Claro, temos que pagar para comer a comida que servem aqui.

Nada de geladeira no quarto. Você tem que comer no Rita Hall.

(Postarei fotos da comida em breve!)


IGNORÂNCIA

Salvo algumas exceções, vários funcionários da staff da EF são mal-educados com os alunos. Reclamam quando chamados e mostram-se preguiçosos e descontentes ao trabalhar.


Elevador sujo e velho.

Em resumo, eu lhes digo, se pensam em ter uma experiência no exterior, NÃO façam pela EF. É um grande investimento para passar tanta raiva. Reclamações não adiantam. O que postei é apenas uma parte do que acontece por aqui. Não indico a ninguém, como vocês puderam ver no post, estou tendo uma péssima experiência. O dinheiro suado da minha mãe foi para onde? Não foi no curso, na comida, na limpeza ou nas instalações. Foi é para o bolso da EF. Me sinto muito enganada.

Postarei mais coisas em breve, como a situação da comida (essa merece um post exclusivo!) e da cozinha que temos disponível para cozinhar. Sim, temos. Uma sala de 1x1m sem janelas, sem geladeira, sem talheres, panelas ou sabão e esponja. Mas isso fica pro próximo post! Peço que divulguem, por favor, para que mais pessoas não sejam enganadas como eu fui.

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Verdades e mitos sobre NY.


- A maioria dos americanos que conheci foram extremamente gentis e humildes. Admito que não esperava que fossem tão adoráveis.

- O Brooklin tem dois lados: Um super tranquilo e familiar, e outro incrivelmente perigoso e assustador.

- As pessoas negras tem realmente aquele sotaque difícil de entender.

- As casas são realmente como nos filmes. Algumas de madeira, outras com cercas e escadas na entrada, algumas com vidro por toda parte.

- Os islâmicos são realmente mal-educados.

- É possível encontrar restaurantes com todo o tipo de comida.

- Muita gente não tem ideia do que é açaí.

- Em geral você pode encontrar lugares muito baratos para comer.

- Apesar de terem um presidente negro, o racismo ainda é forte nos EUA.

- Aqueles armazéns suspeitos em que agentes do FBI estão sempre prendendo bandidos na TV existem, de fato.

- Os taxistas de Manhattan são extremamente ignorantes e impacientes. Eles constantemente estão perdidos. Não confie neles.

- NYC é composta por gente de todo o mundo. Em um dia você pode ouvir mais de 5 idiomas diferentes pela rua.

- Os americanos não ligam se seu inglês não é perfeito. Eles tentam te entender sem rir ou corrigir o que você está falando.

- Você pode encontrar bengalas a venda em tudo quanto é lugar.

- O Mc Donald's é super rápido, mas a qualidade do Mc Donald's no Brasil é muito melhor.

- As vezes não importa se você fala inglês. Você também precisa do espanhol.

- O preço de consertos as vezes é tão caro que vale a pena comprar um produto novo. Ponto negativo.

- Existem lojas e produtos infintos. Ser consumista aqui é muito fácil.

- Muita gente ainda pensa que no Brasil a língua falada é o espanhol.

- Cosméticos e maquiagem são caros.

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How strong is your Will?

Her’s is huge. The british Maria Pridmore, 32 years old, had already 14 abortions, a baby that was born dead and another that died just two weeks after the birth, all because of a medical condition. Maria and her husband, John, 35, had already given up their dream of having a family, and as soon as Maria found out to be pregnant again she felt the weight of telling John about it. After everything they went through, the unbelievable happened. In January 16, against all odds, the little Mia was born, turning the date into one this couple will never forget.

"It  goes to show you can never give up hope." - Maria Pridmore

The first abortion happened when Maria was only nineteen. After that she suffered for thirteen years, until Mia was finally born, healthy and weighting 2kg. The family cannot believe and lavishes happiness. They also intent to have another child.

This kind of things should make us think about the gift of life. While there are so many people taking life for granted and making abortions like “it’s not a big deal”, there are couples, single moms and dads fighting really hard to built a family. Life is a miracle, a challenge, a present, and also a privilege.

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