"É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo".
É momento de comemoração no Brasil. É momento de ter muito orgulho de ser Brasileiro. Vencemos mais uma barreira contra o preconceito, apesar dele ainda ser grande. A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. Ou seja, quase unanimidade. E isso, meus caros amigos, é uma grande vitória.
Vivemos em um mundo que julga o que cada pessoa decide fazer com seu corpo. Em que as pessoas se sentem diretamente ofendidas e violadas pelo que acontece entre as quatro paredes alheias.
Os religiosos saem por aí proclamando como é abominável o relacionamento entre dois homens ou duas mulheres, o pecado, citando a Bíblia e se indignando por não poder controlar cada aspecto das relações interpessoais. Eu tenho uma mensagem para vocês. Vocês não representam Deus. Vocês não são, embora sintam-se assim, mensageiros de Jesus Cristo. Vocês são apenas seres humanos imperfeitos que se utilizam dos santos nomes Deles para disseminar sua visão de mundo preconceituosa e egoísta, para controlar a sociedade e impor sua própria noção de amor e felicidade.
Fomos criados para amar. Não importa quem. E não se preocupem, o mundo dos homens não vai acabar por falta de procriação. Ainda restam muitas pessoas a quem vocês podem considerar "normais". O mundo não está perdido porque as pessoas decidiram deixar à mostra os verdadeiros desejos de seu coração. A homossexualidade não é nenhuma doença a se espalhar e dominar o mundo, e o fato de uma pessoa escolher amar outra do mesmo sexo, não impede que você escolha uma do sexo oposto.
Nosso próximo desafio é abrir as mentes da sociedade para a diminuição do preconceito. Vamos começar em casa, na escola, no trabalho. Conversemos com nossos pais, irmãos e avós. Com nossos amigos, professores, colegas de trabalho.
O que os impede de perceber que a beleza da vida está no livre arbítrio? Porque a escolha amorosa e/ou sexual de outras pessoas incomoda tanto? Será que eles gostariam de ter sua vida determinada por outros? Arrancados os seus direitos, as suas preferências, o que os faz felizes?
É preciso realizar uma reflexão, sobretudo no âmbito religioso. Abandonar o "faça o que eu digo, não faça o que eu faço", e passar a praticar os verdadeiros ensinamentos divinos: Amar ao próximo como a si mesmo.
Viu que não existe nenhuma observação do tipo "mas só se ele for hétero"?









